Sentimo-nos assaltados por um sentimento indefinível, uma recordação da infância com a contemplação das diversas constelações de estrelas, tão antigas companheiras que nos vêm acompanhando por tantos anos, até se despedirem no horizonte. O último companheiro da velha pátria nos acena em despedida, ele quer partir. O adeus é uma curiosa invenção. Aos poucos vai nos entregando ao companheiro celestial no outro extremo, o festivo e brilhante Cruzeiro do Sul, com seus acompanhantes, Castor e Pollux... Adeus pátria querida! Eu te saúdo, oh! nova pátria, com teu véu impenetrável! Assim o tempo se vai escoando e só os dias de calmaria se tornam monótonos, embora preenchidos pela caça às tartarugas e tubarões ou medusas que, depois de pescadas, ainda continuam seus grasciosos movimentos em baldes com água, divertindo os passageiros. (p.28)
Quando o impacto das péssimas impressões dos primeiros dias foram superados, fizeram-se visitas à Colônia, e chegou-se à conclusão de que, para o curto tempo de existência, já se havia feito alguma coisa de útil. Schrödolândia não tinha aspecto de cidade, vila ou coisa parecida, mas que importa o nome?
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