Quase meses após a chegada do "Gloriosa", aportou em S. Francisco a barca "Neptuno", depois de uma feliz viagem de 52 dias trazendo a bordo 78 colonos. As esperanças destes passageiros eram maiores do que a de seus antecessores. O que aqueles se reduziam a saber de oitiva ou por ouvir dizer, estes tinham obtido por escrito, numa expressiva carta, em si quase inofensiva, dirigida à administração em Hamburgo pelo Tte. Niemeyer. Havia ela sido escrita para fins publicitários, e fora distribuída profusamente em cópias entre pretendentes. Maior foi a decepção destes recém-chegados quando, já a bordo e à sua chegada, alguns envenenados veteranos pintaram em cores negras as condições reinantes na Colônia. Quem tivesse visto as miragens fantásticas dessas publicações e deparasse com um ancoradouro que era um misto de selva e de precariedade nas instalações, tinha que forçosamente chocar-se, ainda mais incitado pelos insatisfeitos. (p.33)
Quando o impacto das péssimas impressões dos primeiros dias foram superados, fizeram-se visitas à Colônia, e chegou-se à conclusão de que, para o curto tempo de existência, já se havia feito alguma coisa de útil. Schrödolândia não tinha aspecto de cidade, vila ou coisa parecida, mas que importa o nome?
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