Günther chegou em fins de 1849 ao Rio de Janeiro. Como muita coisa a respeito da colonização e o Governo brasileiro se teria que acertar, atrasadamente ele só em maio de 50, conforme atrás já foi dito, é que, de fato, chegou à Colônia. Em setembro, voltou ao Rio, ocasião em que solicitou da Agência da Casa Schröder & Cia., roupas para um pobre homem que deveria funcionar como seu criado e deveria acompanhá-lo. Mais tarde, descobriu-se que, este criado era, em verdade, nada mais ou nada menos do que do sexo feminino e era uma berlinense de nome Julie Engell. Este "anjo" aventureiro, vindo da Austrália e de passagem pelo Rio, se uniu a Günther. Dela sao as excelentes gravuras publicadas no "Leipzieger Illustrierte" e talvez os relatórios muito róseos, enviados àquele jornal. Por ocasião de minha partida da Colônia, ainda reinava a desolação, em lugar das condições excelentes que existiam somente na fantasia de Julie Engell (em verdade, uma análise bem fria e posterior seria suficiente para reconhecer a verdadeira impossibilidade de, em tão curto prazo, se ter realizado o milagre da transformação de um sertão bravo, naquilo que os relatórios diziam...). (p.16)
Quando o impacto das péssimas impressões dos primeiros dias foram superados, fizeram-se visitas à Colônia, e chegou-se à conclusão de que, para o curto tempo de existência, já se havia feito alguma coisa de útil. Schrödolândia não tinha aspecto de cidade, vila ou coisa parecida, mas que importa o nome?
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